Mas a história por trás do filme talvez seja tão impactante quanto o próprio projeto.
De ateu convicto a cineasta cristão
Michael Ray Lewis não nasceu dentro do universo cristão fervoroso. Pelo contrário: ele se inclinou ao ateísmo após enfrentar perguntas que, segundo ele, ninguém ao seu redor parecia disposto – ou preparado – para responder.
Entre suas principais objeções estavam questionamentos clássicos:
- Se a evolução já explica a origem da vida, o cristianismo não estaria ultrapassado?
- Se Deus é totalmente amoroso, por que o mal existe?
- Como conciliar a ideia de um Deus amoroso com a possibilidade de condenação eterna?
Além disso, Lewis foi fortemente influenciado por documentários e produções de viés cético, como os de Bill Maher e o polêmico “Zeitgeist”, que defendem que Jesus seria apenas um mito replicado de tradições antigas.
Diante desse conjunto de argumentos e da ausência de respostas convincentes, ele construiu sua visão de mundo baseada no ateísmo.
O momento em que “algo mudou”
A transformação não aconteceu de forma dramática ou repentina. Segundo o próprio Lewis, tudo começou quando ele decidiu revisitar o cristianismo com mais profundidade — indo além das perguntas superficiais.
Após se casar, sua esposa, que havia se afastado da fé, sentiu-se chamada de volta à igreja. Ele não ficou entusiasmado com a ideia. Pelo contrário: decidiu acompanhá-la acreditando que conseguiria provar que tudo aquilo não fazia sentido.
O plano era simples: demonstrar que o cristianismo não era verdadeiro.
Mas o resultado foi outro.
Quando ciência e fé deixaram de ser inimigas
Em meio às leituras — incluindo uma Bíblia que ele inicialmente considerou absurda ao ler Gênesis — e às reflexões, um vídeo específico mudou o rumo da sua jornada.
Um astrofísico apareceu em seu feed do YouTube explicando que ciência e cristianismo não são necessariamente incompatíveis. Mais do que isso: argumentava que certos aspectos da cosmologia moderna apontam para a possibilidade de um Criador inteligente.
Lewis começou a perceber que havia não apenas respostas para suas objeções, mas também argumentos positivos a favor da existência de Deus.
Esse processo culminou no lançamento de “Universe Designed”, documentário que explora evidências científicas relacionadas à origem do universo e à ideia de design inteligente.
Um movimento maior entre os jovens
O caso de Lewis não é isolado. Diversas pesquisas recentes apontam para um crescente interesse espiritual entre jovens adultos, especialmente aqueles que buscam sentido, propósito e respostas existenciais em meio às incertezas do mundo contemporâneo.
A geração que cresceu ouvindo que fé e ciência são opostas agora começa a questionar essa narrativa. E produções como “Universe Designed” entram justamente nesse espaço de diálogo.
Mais do que um filme
Para Michael Ray Lewis, o documentário não é apenas um projeto cinematográfico. É uma resposta às dúvidas que ele mesmo já teve — e que milhões de jovens continuam fazendo.
Sua história levanta uma reflexão importante: muitas vezes, a fé não é abandonada por falta de interesse, mas por falta de respostas.
E talvez este seja o ponto central do momento atual: uma geração que não aceita respostas rasas, mas também não se contenta com explicações superficiais.
O trailer de “Universe Designed” já está disponível e promete reacender um dos debates mais antigos da humanidade: afinal, o universo é fruto do acaso ou de um projeto intencional?
Assista o trailer do documentário Universe Designed

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