quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lutero. filme de 1973 estrelado por Stacy Keach

O longa metragem Lutero, foi produzido por Guy Green, ele é o segundo filme cinematográfico produzido com o objetivo de contar a história e biografia de Martinho Lutero, o fundador do protestantismo e da Igreja Luterana, no Brasil o filme foi distribuído pela coleção de cinema do jornal Folha de São Paulo. Veja a ficha técnica:
Sinopse: Martinho Lutero, um monge agostiniano, está sofrendo por não compreender qual a razão das lideranças católicas trazer tantos desmandos e martírios. Quando o comércio de indulgências se intensifica, Lutero, agora um teólogo reconhecido, se coloca contra a igreja, questionando sua moral duvidosa, abrindo o pensamento de camponeses e príncipes.
Título Original: Lutero
Direção: Guy Green
Gênero: Drama/Biografia
Duração: 112 minutos
Origem: EUA, Reino Unido
Ano: 1973.
Tipo: Longa
Assista o trailer do filme Lutero 


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Onde Lutero Andou - documentário do teólogo e historiador Roland H. Bainton

Roland H. Bainton (1894-1984) nasceu na Inglaterra e imigrou para os Estados Unidos em 1902. Detentor de inúmeros títulos acadêmicos, o dr. Bainton foi um especialista na história da Reforma. Entre seus outros livros estão The Reformation of the sixteenth century, The travail of religious liberty, The age of the Reformation e Christian attitudes toward war and peace. Em 1981 ele co-produziu um filme sobre a vida de Lutero intitulado "Where Luther Walked", conheça esta produção em comemoração dos 500 anos da Reforma
Sinopse: Como Martinho Lutero, que buscou apenas o silêncio do mosteiro, tornou-se uma figura fundamental na história ocidental? Por que ele se opôs tanto às indulgências? Como a nova imprensa de Gutenberg espalhou sua influência? A quem Luther se casou? Como ele respondeu quando sua jovem filha morreu em seus braços? Estes e muitos outros tópicos são abordados neste documentário de localização cativante com o falecido Dr. Roland Bainton, professor de longa data da Universidade Yale, mestre e contador de histórias e autor da premiada biografia de Lutero "Here I Stand",
Título Original: Where Luther Walked
Direção:
Gênero: Documentário
Origem: EUA
Ano: 1981
Assista o documentário Onde Lutero Andou (s/legenda)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Filme Martinho Lutero de 1953 - Conheça e assista Online

O longa metragem Martinho Lutero, primeira produção cinematográfica que aborda a vida do clérico Martinho Lutero,   foi dirigido por Irving Pichel e estrelado por Niall MacGinnis e John Ruddock. A produção foi exibido no canal de Chicago em 1953, todavia foi muito criticado pela Arquidiocese Luterana da cidade americana. O filme estava disponível no site Internet Archive, como domínio Público, todavia o site foi proíbido pelo STF em julho de 2017. A Comev - Comunicações evangélicas distribui a produção com  legendas em português.
Título Original: Martinho Lutero
Sinopse: O filme narra os principais fatos da vida de Lutero, como sua ruptura com o Catolicismo, a divulgação das 95 teses e a criação do Protestantismo. O ponto alto é seu discurso na Dieta de Worms, em 1521, conhecido como "Aqui Estou", de sua famosa frase "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders" ("Aqui estou. Não posso renunciar").[2]
Direção: Irving Pichel
Gênero: Drama/Biografia
Origem: EUA /Alemanha
Duração: 106 min.
Ano: 1953
Tipo: Longa
Assista o trailer do filme Martinho Lutero


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

"A promessa" filme mostra o Império Otomano perseguindo os cristãos Armênios

A Promessa –“The Promisse”, 2017– do diretor irlandês Terry George (do muito bom Hotel Ruanda, de 2005) estreou agora em maio no Brasil. A premissa básica do filme é simples: contar uma história menor dentro de uma história maior. Exemplo desta fórmula é o mega-sucesso Titanic, do fim dos anos de 1990. No caso, a história menor é a história de um triângulo amoroso, e a maior, uma das mais dramáticas, e menos comentadas do século passado: o genocídio armênio por parte do governo turco, ocorrido há exatos cem anos, antes e por ocasião da Primeira Guerra Mundial. Calcula-se que entre 1915 e 1923 cerca de um milhão e meio de armênios foram massacrados. O fato de o filme tocar neste ponto delicado da história mundial provocou uma polêmica muito candente, porque o governo turco até hoje não reconhece que a perseguição e extermínio sistemáticos perpetrados pelo então Império Otomano à população armênia em seu território tenha sido um genocídio, isto é, uma tentativa explícita de extermínio total de um povo.

A história maior

Para entender o contexto de A Promessa é necessário então comentar sobre estes elementos históricos. O Império Otomano, antecessor da atual República da Turquia, foi um dos mais poderosos do planeta em seu tempo, pois dominou boa parte do Oriente Médio, leste da Europa e norte da África. Durante séculos (o Império Otomano durou em torno de seiscentos anos) houve relativa estabilidade. Em 1453 os turcos otomanos tomaram Constantinopla, o que provocou a queda do Império Romano do Oriente, e mudaram seu nome para Istambul. Os projetos de expansão imperialista continuam, e os otomanos dirigiram sua atenção para a Europa, mas foram derrotados pelos austríacos no século XVIII. Todavia, no século seguinte os turcos travam, e vencem a Guerra da Criméia, contra os russos . O apoio dos ingleses e franceses foi elemento chave na vitória turca. O vasto Império Otomano começa a ter dificuldades financeiras. Em tentativa de modernização, aproxima-se da Alemanha, lutando ao lado desta na Primeira Guerra Mundial, contra os antigos aliados França e Inglaterra. A derrota da Alemanha lançou o país em um buraco, só que arrastou a Turquia com ela.

Como é comum acontecer em situações assim, é importante encontrar um bode expiatório. Afinal, alguém precisa receber a culpa dos problemas que o governo não consegue resolver. A bola da vez no caso foi a população armênia, predominante cristã, enquanto os turcos otomanos eram muçulmanos. A Armênia, vale lembrar, tornou-se a primeira nação cristã da história. Antes que o Império Romano se tornasse oficialmente cristão, por decreto do Imperador Teodósio, no ano 380, a Armênia já o era, desde o ano 301. Desde então todos os sobrenomes armênios são marcados pelo sufixo ian, que vem de Christian, isto é, cristão. Nomes como Nercessian, Balabanian, Parsekian, Kuiumjian, Berberian, Andropian, e muitos, muitos outros, revelam origem armênia e cristã.

A Armênia, que faz fronteira com a Turquia, pertencia ao Império Otomano durante os eventos retratados no filme A Promessa. Os armênios cristãos foram apontados como inimigos do império, e, por isso, perseguidos. É este o contexto histórico mais amplo do filme, sua história maior.

A história menor

A história menor é a do triângulo amoroso que envolve o armênio Michael (vivido pelo ator guatemalteco Oscar Isaac, que está a cara do brasileiro global Rodrigo Lombardi), que sonha em se formar em Medicina, a sofisticada Ana, que também é armênia (a atriz franco-canadense Charlotte Le Bom), e o noivo dela, o jornalista norte-americano Chris (o ator inglês Christian Bale), enviado por seu jornal exatamente para cobrir os casos de violência contra os armênios. Michael e Ana compartilham muita coisa por conta da origem cultural-religiosa comum, e não demora a que se envolvam. Entre encontros e desencontros, os três fazem tudo que podem para denunciar as atrocidades e salvar quantos armênios conseguirem. O filme apresenta de maneira muito positiva, embora sem dar detalhes, o trabalho de uma determinada “Missão Protestante”, que se desdobrou na tentativa de salvar especialmente crianças armênias. No fim eles são ajudados por uma belonave francesa, e há uma ponta do sempre ótimo Jean Reno, como o Almirante Fournet, que ordena uma missão de resgate de um grupo de crianças que estava sendo bombardeado por um pelotão do exército turco.

O filme e a crítica

A narrativa algumas vezes é um pouco arrastada, e o filme se perde entre ser documentário e ser filme propriamente. Foi muito criticado por apresentar os turcos como malvados e os armênios como vítimas. Mas esta crítica não procede. Não apenas não procede como não faz o menor sentido. Por exemplo, como pensar A lista de Schindler sem apresentar judeus como vítimas e nazistas alemães como cruéis? O fato, que não há como negar, é que houve sim uma tentativa de erradicação de uma minoria por esta ser responsável pelo “crime” de não adotar a religião do grupo dominante.

Esta situação continua. O Daesh, ou Estado Islâmico, como é conhecido no Ocidente, tem massacrado milhares e milhares de cristãos, coptas, assírios, siríacos, e outros, no Oriente Médio e norte da África, cristãos que estão naquelas regiões desde os tempos do Novo Testamento. O que a ONU tem feito diante desta situação? O Boko Haram tem massacrado cristãos na Nigéria. Mas estes cristãos são negros e pobres. Não dão tanto ibope como dariam se fossem europeus brancos secularizados.

A história do cristianismo mostra episódios tristes em que a fé cristã organizada foi perseguidora cruel de minorias e dissidentes. Mas estes dias ficaram no passado, e não podem servir sequer de argumento em discussões do tipo “mas os cristãos fizeram as Cruzadas contra os árabes”. Este tipo de argumentação circular não ajuda, nem leva ninguém a lugar nenhum. Já tem sido divulgado que o século XX testemunhou mais mártires cristãos que em todos os dezenove anteriores. E tudo indica que isto não diminuirá nos próximos anos. Muito sangue ainda será derramado, pelo “crime” de ser sangue pertencente a uma pessoa que professa a fé em Jesus de Nazaré.

Críticos de cinema secularizados não verão muito valor em um filme como A Promessa. Seja como for, o grande mérito deste filme de Terry George está em denunciar uma situação que existiu e existe. A Promessa é como o menino que em sua ingenuidade aponta o dedo e não tem medo nem vergonha de dizer o que todos sabem, mas por conveniência não têm coragem de dizer: “o rei está nu”.

Critica escrita por Carlos R. Caldas Filho, para o portal Ultimato

Assista o trailer do filme A  Promessa (Legendado)